
“A vida é sempre uma repetição”, afirmou o técnico Dunga durante a entrevista coletiva que concedeu nesta quinta-feira, em Johanesburgo. Ele comentava as críticas que são disparadas contra os treinadores da seleção em todas as Copas do Mundo que o país disputa. Mas quem acompanha o cotidiano do grupo nesta preparação para o Mundial de 2010 nota que Dunga anda perdendo de vista a real situação que enfrenta nesses dias que antecedem a estreia.
É difícil se lembrar da última vez que uma seleção brasileira chegou para uma Copa num cenário tão tranquilo, com tudo correndo dentro do planejado. Não existem dúvidas sobre o time titular. Não há nenhum jogador com risco imediato de perder os primeiros jogos por causa da condição física. O Brasil chegou praticamente pronto. Ainda assim, o técnico segue aparentando grande inquietação com as críticas – que, vale dizer, são muito menores do que ele acha.
Apesar de perder algum tempo preocupado com o que se lê e se ouve no Brasil, Dunga mostra segurança e convicção no que precisa fazer antes do jogo contra a Coreia do Norte. Nesta quinta, falou muito em aprimorar uma estrutura que já está pronta. “Tudo tem que evoluir”, avisou. “O time precisa conter a afobação e trabalhar mais a bola, sempre com velocidade.”
Também reforçou a aposta na eficácia de seus reservas – esses sim, alvos de questionamento por parte de torcedores e jornalistas. “Confio plenamente em todos. Para mim, todos são titulares. Se um não jogar, coloco outro.” Muito simples – como deveriam ser as preocupações do técnico nessa reta final de preparativos. Continuar com a repetição de queixas que não têm grande importância para o resultado em campo é uma distração – justamente algo que Dunga diz tanto querer evitar.
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